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POLUIÇÃO POR PLÁSTICOS

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Poluição
por plástico

A humanidade está navegando fora da zona segura para o limite planetário referente aos poluentes (i.e. novas entidades), com a poluição por plástico desempenhando um papel central nesta história. A poluição por plástico é ubíqua em todos os sistemas da Terra. O plástico também está se acumulando nos organismos vivos, com sua ingestão registrada para mais de 1500 espécies, de zooplâncton a elefantes, de insetos a baleias, incluindo os seres humanos. É neste contexto de crise socioambiental que as atividades de pesquisa do nosso laboratório se desenvolvem, avaliando o acúmulo e o fluxo do plástico em diferentes ecossistemas, tentando entender as causas e consequências da ingestão de plástico, desenvolvendo metodologias para avaliação da poluição por plástico e trabalhando no desenvolvimento de políticas públicas para mitigar o problema.

Projetos de pesquisa:

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Poluição por Plástico no Arquipélago de São Pedro e São Paulo

Em um mundo em constante e acelerada transformação, pervasivos impactos antrópicos deslocam diversos parâmetros ambientais para fora dos limites registrados no Holoceno. Ao lado das mudanças climáticas e da perda da biodiversidade, destaca-se como uma das ameaças antrópicas mais pervasivas a poluição por plástico. Entitulado “Poluição por Plástico no Arquipélago de São Pedro e São Paulo: Estabelecendo Linhas de Base, Avaliando a Evolução da Contaminação e Integrando Estratégias de Mitigação para a Amazônia Azul”, o projeto adota uma abordagem abrangente e integrada para estabelecer linhas de base sólidas e detalhadas da poluição por plástico no Arquipélago de São Pedro e São Paulo (ASPSP). As linhas de base são valores de referência fundamentais, que servem como marcos iniciais bem definidos a partir dos quais se pode avaliar a evolução do problema ao longo do tempo. Sem uma linha de base robusta, qualquer tentativa de monitorar pode ser ineficaz. Nosso foco é também investigar o fluxo do plástico ao longo da teia trófica, avaliando como esses poluentes se movem e se acumulam em diferentes níveis tróficos, uma pergunta ainda em aberto na ciência. Ao integrar as descobertas ecológicas com estratégias de mitigação e alinhá-las com as necessidades e desafios das políticas globais, buscamos exercer um impacto profundo nos esforços internacionais para combater a poluição por plástico, especialmente em ecossistemas sensíveis como o ASPSP, onde a biodiversidade única e o isolamento geográfico amplificam os efeitos de qualquer forma de poluição.

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Poluição por plástico nas planícies alagadas da floresta amazônica

A poluição por plástico está circulando e em todos os sistemas da Terra. Porém, a maior parte dos estudos se concentra em ecossistemas costeiros, deixando uma grande lacuna de conhecimento nos ecossistemas terrestres. Nosso objetivo neste projeto é entender a poluição por plástico em áreas remotas da floresta amazônica, avaliando como plástico flui através das teias tróficas dos lagos das planícies alagadas do rio Juruá. Nós iremos abordar a poluição do plástico desde seu acúmulo no ambiente até a ingestão pelos predadores de topo, que representam a base da economia local e subsistência dos povos indígenas. Para entender os caminhos que o plástico segue na teia trófica, nós combinaremos análises de isótopos estáveis com a avaliação da ingestão do plástico. Nós também avaliaremos as percepções da comunidade sobre a poluição por plástico e os processos históricos que levaram a introdução do plástico na região. Nós pretendemos ainda introduzir a problemática do plástico nos esforços de economia circular já em prática na região.

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Global plastic ingestion bioindicators

This project (a Decade Action) is a part of the UN Decade of Ocean Science for Sustainable Development 2021-2030 attached to No. 1 90. Sustainability of Marine Ecosystems through global knowledge networks (SmartNet). This project has representatives from 14 different countries and groups including ICES, PICES, AMAP MAP, GESAMP, UNEP. It is a project lead by Matthew Savoca (Stanford University – USA) and Co-lead by Robson G Santos (UFAL – Brazil), Maria Cristina Fossi (University of Siena – Italy), Britta Denise Hardesty (Commonwealth Scientific Research Organisation – Australia), and Miquel Canals (University of Barcelona – Spain). We will create an interface where new records can be easily added to this database. We aim to support the development, coordination, and user interface for a database/web portal, which may include creating our own or adding to an interface that already exists (e.g., LitterBase) Focusing on species that ingest meso- and microplastics (synthetic or semi-synthetic particles 0.1-25mm in length) including fibers, we will apply a standardized rubric to identify a “global top ten” species/genera to recommend for long-term plastic monitoring. These species will be our Global Plastic Ingestion Bioindicators (GPIB). Further, we will promote existing methods and/or develop methods for each selected bioindicator to outline: 1) How to acquire the samples (e.g., sample size needed, time of year to collect), 2) How to process the samples, 3) How to quantify findings, and 4) A standardized reporting framework.

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Poluição por plástico em recifes de coral: mapeando os pontos de entrada e fluxo nas teias tróficas

Apesar da grande quantidade de estudos dedicados a avaliar a ingestão de plástico pela fauna, a maior parte deles é descritivo e pouco progresso foi feito na compreensão dos fatores relacionados ao fluxo do plástico nas teias tróficas. Uma visão ecossistêmica holística deste problema é fundamental para que possamos compreender os fatores ligados à ingestão do plástico e seu fluxo entre os compartimentos ambientais e transferência na teia trófica. Neste contexto, o presente projeto tem por objetivo entender como o plástico flui em um ecossistema recifal, de seu acúmulo no ambiente até a entrada na teia trófica e fluxo por diferentes níveis tróficos. Pretende-se identificar os pontos de entrada e fluxo do plástico na teia trófica, investigando como as características ecológicas das espécies e as características dos diferentes tipos de plástico interagem e influenciam a chance de ingestão deste material.

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